Soap Opera Show - Um enredo faz a diferença

Bom, dando continuidade a Soap Opera Show, hoje eu quero falar do enredo.

Nenhuma novela sobrevive sem um bom enredo. Isso mesmo, aquela história que faz você sair cedo da faculdade para assistir ao capítulo da morte da personagem X ou Y, ou então aquele que é tema para as conversas em todos os lugares.

Façamos a equação de uma novela de sucesso: junte uma mocinha, um galã garanhão, um par romântico e uma vilã genial. Pronto você tem uma novela que fascina o Brasil.

Concordo que já não se fazem mais novelas de sucesso absoluto. Até porque não há como comparar as épocas das produções. Mas veja esse exemplo: em 1972 “Selva de Pedra” atingiu 100 pontos de IBOPE em um dos capítulos. Isso quer dizer que todas as pessoas que tinham TV naquela época estavam assistindo a personagem de Regina Duarte ser desmascarada. Isso sim é que é sucesso!

Confere aí a cena...



Enfim, voltando ao capítulo anterior…

Atualmente o perfil das personagens mudaram muito, até porque a sociedade mudou muito. Hoje ninguém mais acredita que uma mulher sofra tanto sem revidar, ou que revide apenas nos minutos finais da novela. Não é real!

Pensando nisso - e garantindo o seu sustento - os autores estão inovando cada vez mais. Os vilões não ficam mais satisfeitos em apenas roubar o amor da mocinha da novela, agora eles torturam psicologicamente, matam de verdade e são graduados em maldades! Isso da graça ao enredo!

A vilã mor da TV era Maria de Fátima Accioli, personagem de Glória Pires em “Vale Tudo” (1988). Sabe qual foi a principal maldade dela? Vender a casa da mãe e deixá-la na miséria. Ela não é um doce de menina perto da diabólica Flora de “A Favorita”?

Mudanças no público, adaptações a parte, queda na audiência das novelas... O que importa quando os geniais autores conseguem fazer com que personagens encantem o país, mesmo sendo o diabo encarnado, e coloquem o Brasil para cantar, “Que Beijinho Doce...”, por exemplo?

Isso é um enredo bom, com personagens brilhantes e atores geniais!

Pra terminar, vamos relembrar o sucesso da inesquecível Flora...



Ah, esqueci de falar de mim, segue aí um perfil meu: Edimar significa rico e famoso. Isso eu ainda não sou. Edima Blazina, ou ED, é estudante de jornalismo que tem algo entre 15 e 30 anos. Suas metas? Estão sendo traçadas. Objetivos? Que importa, a vida é tão efêmera. De tudo o que sobra de importante, prefere seguir cantando o que diz Silvio Santos: do mundo não se leva nada, vamos sorrir e cantar! Twitter: @edblazina
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Rock Talk - Proud Mary de Tina

Por Paula Febbe

Não foi apenas com barracos e brigas que Ike e Tina Turner fizeram história.
Se você acha que a versão mais rock n´ roll de Proud Mary é de uma banda chamada Credence Clearwater Revival você pode estar tremendamente enganado! Sabia?

Tina e seu marido na época, Ike Turner, conseguiram fazer uma versão absurda desta música e talvez isso se devesse exatamente ao possível paralelo que a energia colocada pelos dois neste single tinha com o relacionamento de Ike e Tina.  A versão deles começa de uma maneira calma e segura e se transforma em algo energético, forte, frenético e violento...Assim como o casamento dos dois.



Por Paula Febbe
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Soap Opera Show - É hora de falar de novela!

Ok, é hora de assumir: eu assisto novela!

Sim me prendam, falem mal, me humilhem em praça pública. No Brasil dizer que se assiste novela é quase vergonhoso e, sinceramente, não entendo a causa, motivo, razão ou circunstância!

Isso está associado a pessoas de baixa renda, empregadas e mães que na volta do supermercado assistem a novela. Rótulos que muitas pessoas não querem assumir. Bobagem!

Mas voltando ao capítulo anterior...

Eu assisto e gosto. Fiquei um tempo sem ver, mas depois voltei, como não assistir a impagável Lilia Cabral atormentando a Helena sem graça da Taís Araújo? Ou então a atuação perfeita da Aline Morais. Não da! O mais incrível é a semelhança com a vida real que o Manoel Carlos – autor da novela - consegue trazer para as obras dele.

Tudo bem que ninguém acorda tarde como a Helena e sai do trabalho a hora que quer, e também ninguém tem cinco empregadas para arrumar a casa e sempre fazer bolos que nunca ninguém come no café da manhã. Me refiro aos dramas reais como a menina na cadeira de rodas enfrentando problemas de verdade. Ela não está ali porque merece, ou porque é ruim, ela simplesmente está: como na vida real!

Quem não lembra da Camila, também personagem das novelas do Maneco, que fez todo mundo chorar ao raspar a cabeça por ter um câncer? É essa proximidade que me refiro.

Uma vez li uma entrevista com o autor e ele dizia que muito de seus personagens surgiam de conversas que ele ouvia na rua. Então a Tereza, a Luciana, o Marcos e até a Helena andam por aí. Poderiam ser cada um de nós. Acho que essa é a mágica da novela. Por mais que você saiba que uma mulher de cabelos crespos não acorda com eles tão em ordem como os da Helena, você, que é casado com uma mulher de cabelos crespos, espera um dia ver sua amada tão linda como a Helena.

É onde a ficção enfeita a realidade e deixa ela como deveria ser! É assim desde que a Branca de Neve anulou o feitiço do mal com um beijo, pra que mudar?

Se a Luciana vai andar daqui alguns capítulos? Bom, não sei, mas espero que sim. Para dar uma pontinha de esperança para quem está passando por isso e se vê na personagem. Afinal a função da novela, na minha opinião, é deixar a realidade mais bonita.

Boa sorte a Luciana e até as cenas dos próximos capítulos.
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Guerra ao Terror, um erro desfeito

O filme que estreia hoje nos cinemas brasileiros precisou ganhar 16 prêmios de melhor direção e outros 30 em categorias diversas para que a Imagem Filmes desfizesse o erro e a injustiça. A distribuidora brasileira havia lançado o longa-metragem diretamente em DVD, no primeiro semestre do ano passado.

Guerra ao Terror é um eletrizante drama de guerra que estreou em 2008, no Festival de Veneza, além de ter concorrido a três Globos de Ouro em janeiro. No dia 2, o filme recebeu nove indicações ao Oscar - o mesmo número de Avatar. Embora Guerra ao Terror tenha poucas chances de tirar as estatuetas do filme de James Cameron, grande vencedor do Globo de Ouro, acabou virando um adversário surpresa.

Dirigido pela ex-mulher de Cameron, Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror começa com o sargento Matt Thompson, líder de um esquadrão anti-bombas, em ação numa Bagdá ocupada pelos Estados Unidos. Quem faz o papel do sargento é Guy Pearce, de O Conde de Monte Cristo, Amnésia e Priscila, a Rainha do Deserto, e tudo indica que é por ele que o espectador tem que torcer. Minutos depois, uma explosão tira Guy Pearce de cena.

Em pouco tempo, a sensação de personagem principal é reposta por outro sargento, Wiliam James (Jeremy Renner), que chega para chefiar a equipe. Logo na primeira missão, fica evidente que o protagonista, um expert em desarmar explosivos, é viciado em adrenalina. Enquanto James arrisca a própria pele e a de seus soldados, uma contagem regressiva surge na tela de tempos em tempos, indicando quantos dias faltam para que os eles possam voltar aos Estados Unidos.

Atente para o desconcertante e bem resolvido final. O roteiro de Mark Boal, que em 2004 acompanhou como jornalista as atividades de um esquadrão antibombas no Iraque, destroça implacavelmente a possibilidade de haver algo de heroico numa guerra. Nesse sentido, faz lembrar obras como Agonia e Glória (1980), de Samuel Fuller – classificadas em sua época como “filmes de macho”. Com Kathryn Bigelow se filiando a essa tradição, fica evidente que não se trata de macheza. É apenas bom cinema.





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Filha de Kurt Cobain "estreia" como cantora

Eu não diria que foi bem uma estreia, já que ela não passa nem perto do talento do pai, nem nos quesitos musicais muito menos para composições. Mas já é um caminho, existe aquele ditado "filho de peixe, peixinho é", então quem sabe ela consiga achar o caminho musical dela, desde que seja longe da sombra do pai.

Bom, a pseudo-estreia da possível celebridade de 17 anos, Frances Bean Cobain, foi no disco de Evelyn Evelyn, o novo projeto da Amanda Palmer, dos Dresden Dolls, junto com Jason Webley.

A adolescente, que acabou de romper com a mãe, faz participação na faixa chamada My Space, fazendo coro. Além de Frances Bean, a canção ainda conta com as participações de artistas como Gerard Way, do My Chemical Romance, Tegan and Sara e Weird Al Yankovic.





Enquanto não vaza na internet qualquer pedaço da música MySpace, então fiquem com "Have You Seen My Sister Evelyn?", da banda Evelyn Evelyn.





E acho que vale uma homenagem também ao pai desta criatura que deve estar se revirando no túmulo ao ver a mãe deixar o anjinho dele se transformar em algo assim.




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Fora de Série - Heroes

Eu nunca tinha parado pra assistir um episódio inteiro de Heroes, mas ontem vi uma propagando do próximo inédito que me chamou atenção. Resolvi baixar a partir do que está sendo exibido no Universal Channel (não, eles não me pagam comissão pela propaganda), afinal eu não teria a paciência de assistir quatro temporadas só para ver uma cena.

Apesar de não ser o tipo de seriado que eu gosto, não é ruim, só frustrante pelo excesso de personagens e histórias interligadas em tantos pontos que impedem que a continuidade da série seja clara (principalmente enfiando aquelas viagens no tempo no meio de tudo). Num episódio estamos vendo a ex-líder de torcida protegendo a amiga/colega de quarto/possível namorada de uma irmandade da faculdade (até parece piada), no seguinte o Hiro volta para o Texas e fica brincando com o tempo durante os 45 minutos de exibição, no outro Noah tenta salvar outra criança com poderes, e por aí vai.


É frustrante porque em uma dessas histórias nós acabamos ficando mais interessados, queremos ver o que vai acontecer; só que para isso temos que assistir mais 10 episódios, com especiais pra cada um dos outros heróis que não nos interessam tanto. São várias linhas paralelas que se ligam de alguma forma ao novelo principal.


Particularmente, as viagens no tempo são o mais cansativo: param o tempo, voltam no tempo, param de novo, voltam mais um pouco, daí avança, pára no meio, dá uma abaixadinha, vai mexendo gostoso, balançando... Vocês entenderam. E sempre cuidando para não dar ponto sem nó. É como rever 10 vezes o primeiro episódio da série de vários ângulos. Apesar desse vai-e-vem, reconheço o mérito da série por manter os mesmos atores coadjuvantes que fazem essas pequenas aparições. Seria horrível uma nova Charlie por temporada, socorro...


Serei sincera, Heroes não faz o meu tipo (mas a loira com a habilidade de congelar qualquer coisa faz. Tracy, me liga), baixei para ver uma cena específica e o que eu escrevi acima foram impressões de alguém que só assistiu quatro episódios (para descobrir onde a cena que eu queria ver iria culminar). O seriado não é confuso como talvez eu tenha feito parecer no segundo parágrafo, é apenas tão entremeado que cansa. Já dizia o Jaiminho: prefiro evitar a fadiga.


Para não perder o recente hábito, vou anunciar a vencedora do Talissa Dourada, só que até agora ela nem tinha sido citada no texto. O prêmio vai para Emma, a personagem surda com poder sinestésico, que enxerga a cor dos sons (e racha paredes com isso, sabe Deus como). Não tenho uma justificativa específica para premia-la, só simpatizei com a moça, acho que tenho essa liberdade já que sou a única jurada.
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Queen - I want you Break Free



Por Paula Febbe

As situações inusitadas normalmente costumam ser bastante interessantes para videoclipes e o vídeo de “I want to break free” do Queen é um bom exemplo disso. O clipe começa com uma paródia da novela Coronation Street que costumava ir ao ar na Inglaterra, terra natal dos membros da banda. Cada um dos integrantes é caracterizado como uma personagem da novela. Um dos pontos altos do clipe é exatamente no começo quando os integrantes da banda são apresentados como as mulheres. Freddie Mercury aparece usando saia curta e meia-calça e aspira o pó da casa, enquanto Brian May aparece como uma dona de casa com roupão cor-de-rosa e bobes na cabeça, John Deacon como uma viúva idosa e Roger Taylor como uma colegial.

Há também um efeito feito com pessoas carregando lanternas acesas em uma escada, enquanto descem degraus e a banda canta trechos da música. Este foi um truque muito bem pensado, já que naquela época não havia possibilidade de criar tantos efeitos especiais. Além destas situações, há uma parte do clipe feita com o Royal Ballet em que Freddie Mercury raspou seu tão famoso bigode para interpretar Nijinsky.

Por causa de alguns preconceitos, o vídeo arruinou a banda nos EUA e foi inicialmente banido da MTV americana, o que acabou sendo revisto em 1991 depois de Brian May ter apresentado o VH1 My Generation 2. Talvez isto tenha sido mais uma amostra de que o vídeo era atual demais para sua época.
Curiosidade sobre “I want to break free”:

1- A música foi usada anos depois em uma campanha da Coca-Cola.




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And nothing else matters...

O que crianças babonas em um show de mágica tem em comum com as pessoas que estavam no show do Metallica? A euforia. Eu não sou o maior fã do Kirk Hammet, nem do Lars Ulrich, muito menos do Robert Trujilo e, obviamente, James Hetfield é apenas mais uma voz no mundo, para mim. Mas para as pessoas que foram ao show, não!

Foi vísivel a emoção de um grupo de machões cabeludos quando a banda entrou no palco, com cerca de 20 minutos de atraso, a banda abriu com Creeping Death e um vídeo tomou conta dos telões minutos antes da atenção de todos se virar para o palco. Durante o show, o vocalista, James Hetfield, até ensaiou algumas palavras em português, como "Obrigado" e "Estão prontos?", além de ter conversado durante um bom tempo com o público, em inglês, mas suficiente claro para uma boa parte entender e, inclusive, responder em coro as perguntas. Assim como cometer a gafe de dizer que era a primeira vez da banda em Porto Alegre, quando, na verdade, a banda já havia se apresentado em 1999.


O show que São Paulo espera, nos dias 30 e 31 de janeiro, pode ser visto como um dos melhores do ano, com o Metallica em sua melhor forma, apresentando músicas como Enter The Sandman, Seek and Destroy, Nothing Else Matters e For Whom the Bell Tolls, além das músicas do novo álbum da banda, o Death Magnetic.

O show começou as 21h50 foi até 0h05, durante 2h15 o Metallica fez com que nada mais importasse em Porto Alegre, a não ser o que estava ocorrendo no Parque Condor, um show de uma magnitude incrível, com direito a efeitos especiais e muitos elogios. Com certeza, valeu a pena o investimento, de quem dormiu na fila, de quem esperou pra comprar os ingressos, de quem esperou onze anos para a banda voltar ao Brasil. O show não deixou nada a desejar.



Parque Condor

Bom, o show seria no Estádio Zequinha, na verdade, com uma estrutura muito abaixo do que o Parque Condor. Apesar de não ter acústica nenhuma, o local recebeu o show de uma forma bem agradável, com uma distribuição do público sem deixar a desejar, mas em compensação o local, foi de "chorar as pitanga", quando digo o local quero dizer o ambiente, o chão, a vista, essas coisas. Enfim, um mar de lama distribuído ao longo da área do público, cervejas super-faturadas custando R$ 8,00 uma latinha (a água custava R$ 5,00), pessoas completamente bêbadas esquecendo completamente do show, fatores que prejudicaram, mas não atrapalharam em nada o desenvolvimento da banda, no palco.



Transporte Público

Outro ponto a se prestar atenção, apenas dois ônibus levando ao local, para um show de um público extremamente alto, sendo que não foram distribuídos mais carros, devido ao show, e muito menos aumentaram o horário do último ônibus sair do terminal. O último T5 saiu 0h20, o último T11 às 23h15, antes do show acabar. Vamos se ligar prefeitura de Porto Alegre, EPTC e quem mais estiver no comando desta joça, seja Carris, Unibus ou qualquer outra empresa de transporte público. Como querem botar Porto Alegre na rota dos shows internacionais, se não rola o devido respeito com a platéia?

Produtoras
Esta é rapidinha, é só um parabéns as Produtoras que estão se dedicando para trazer cada vez mais shows bons ao Brasil, especialmente Porto Alegre, apenas este ano ainda temos Cranberries, Guns 'n Roses e Franz Ferdinand, além de muitos outros.

Setlist
Durante o show, James Hetfield não esqueceu, apenas, do show em Porto Alegre, em 1999. Esqueceu também alguns álbuns, talvez para alegria dos fãs. A parte escura da banda, que até correu o risco da separação dos integrantes, não foi lembrada durante o show. Nenhuma música do álbum St. Anger, de 2003, foi tocada. O espetáculo foi aberto com uma trinca do álbum Ride the Lightining, inclusive a faixa-título, que é raríssima nos shows da banda. Seguido de The Memory Remains, do álbum Reload, e Fade to Black, para abrir alas à algumas músicas do Death Magnetic, That was just your life, The end of the line e The day that never comes, com uma boa aceitação do público nesse resgate dos anos dourados da banda. Para intercalar, o Metallica reuniu o que há de bom no repertório, com os clássicos Sab But True, Master of Puppets e Battery, junto com a recente e já consagrada Cyanide para levar o Parque Condor abaixo. Ainda teve One, que abusou de efeitos de pirotecnica, com chamas saindo do chão do palco, sons de bombardeio e fogos de artíficio sincronizados com a música.

Logo depois foi a vez de Nothing Else Matters entrar em cena, seguida por outra histórica do disco de 1991, Enter Sandman e então a banda abandonou o palco. Quando tudo se encaminhava para o fim, o guitarrista Kirk Hammet puxou o riff de outra música de rara execução em shows The Frayed Ends of  Sanity, apesar do coro dos fãs, a escolhida para o retorno da banda ao palco foi o cover de Misfits Die, Die My Darling, seguido de uma música do Kill 'em All, de 1993, para agradar os fãs mais exigentes, Phantomlord. Para fechar com chave de ouro, a platéia foi contemplada com Seek and Destroy, assim o único disco da banda que não foi lembrado, além de St Anger, foi Load, de 1996.

Finalmente depois do show finalizado e James Hetfield ter comentado novamente a grande estreia em Porto Alegre, Lars Ulrich chega para consertar as coisas, parece que ele não havia esquecido do show de 1999, "só eu acho que não devemos mais esperar onze anos para voltar à Porto Alegre?". James pode até esquecer este show, como esqueceu o de 1999, mas o público não vai se importar e com certeza não vai esquecer do que viu: um Metallica renovado, renascido e novamente pronto para desbancar qualquer banda que entre no caminho deles.

Creeping death
For whom the bell tolls
Ride the lightning
The memory remains
Fade to black
That was just your life
The end of the line
The day that never comes
Sad but true
Cyanide
One
Master of puppets
Battery
Nothing else matters
Enter Sandman

Die, die, my darling (cover misfits)
Phantomlord
Seek and destroy
Eu não tirei apenas fotos, fiz dois vídeos também e ainda dois áudios, assim que terminar de upar, atualizo aqui.
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Fora de Série - Bones

Oi, sou a Talissa (@talissarosario, me twitta), o Uriel ta me enchendo os ovários querendo que eu escreva alguma coisa (sendo que não escrevo nada desde o primeiro semestre da faculdade, ou seja, cerveja – brinks, ou seja, há um semestre). Então como a única coisa que eu assisto é seriado - não assisto novela, não assisto jornal, não assisto Big Brother, não assisto Fantástico e muito menos a Turma do Didi – é sobre seriado que vou escrever...à menos que eu me empolgue por alguma outra coisa, me reservo esse espaço. Vamos à historinha de hoje.

Nas últimas duas semanas, aproveitando que minha mãe tinha saído de férias e a tv era só minha, eu assisti as 5 temporadas de Bones, série da Fox (aqui deveria estar o horário de exibição, mas eu aluguei os episódios, então não faço a mínima idéia de quando passa).

Para quem gosta de séries criminais, eu aconselharia a nem perder tempo, Law and Order SVU é muito melhor e tem 10 longas (e ótimas) temporadas para manter qualquer um ocupado; mas quem curte um pouco de comédia e romance no meio de tanto sangue, Bones é uma boa opção.

Os casos até q são interessantes (possivelmente eu não tenha achado tanto porque assisti em média 10 episódios por dia), algumas coisas deixam a desejar, quando, por exemplo, colocam elementos sobrenaturais sem explicações convincentes. Não é exatamente o que se espera desse tipo de série, afinal Bones não é Ghost Whisperer.

O foco da série é a relação entre a antropóloga forense Dra. Brennan (Bones pros íntimos – JURO que to me irritando com o Word escrevendo bonés toda vez que escrevo o nome da série) e o agente do FBI Booth; que, particularmente, eu não acho bonito, ela conseguiria coisa melhor (eu, por exemplo).

A série conseguiu estabelecer uma boa química entre os dois protagonistas, ela é extremamente inteligente, mas uma negação no que diz respeito a relações interpessoais, além de não captar ironias e figuras de linguagem. Booth (eu ia dizer que é o oposto, mas não vou chamar o coitado de burro, né) é bom com as pessoas, sabe lê-las, mas passa uma idéia de ser meio bobalhão.

Normalmente a minha opinião costuma ser tendenciosa a favor das morenas de olhos claros, mas dessa vez o prêmio Talissa Dourada vai para a terceira idade da série. Os dois melhores personagens são os que menos aparecem, o psicólogo e chef Gordon Gordon e a promotora Caroline. Não sei se é mérito dos artistas, do sotaque (ele, britânico, ela, acredito que sulista) ou do texto destacado para eles, mas ambos roubam a cena e dão um show de interpretação.
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Alô Haiti; Cante!


Não posso deixar de citar o quanto é triste a situação dos haitianos. O terremoto pode ter destruído casas, prédios, hospitais, vidas... mas nunca vai matar a felicidade, simpatia e a belíssima cultura que o Haiti preserva.

Em homenagem a este povo que provou ser solidário e, acima de tudo, uniu cada continente, cada país envolto num único: O Haiti.

Viva a generosidade, viva a união, viva a humanização e viva a vida.

O DG selecionou algumas músicas deste povo conhecido por sua alegria similar a nós brasileiros.

Fica aqui nossa homenagem e apreciação desta rica cultura nascida desde sua colonização e seguida por sua “independência”: A música! E que de alguma forma ela nos una muito mais.



















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Pelo tom só pode ser Tom Zé



Queria escrever algo diferente, mas no mundo musical o difícil é se diferenciar, então num ímpeto “fugaz” resolvi trazer o inventor de sons Tom Zé na parada do DG.

Numa certa noite fui numa festa da classe artística de Porto Alegre que aconteceu na Usina do Gasômetro. Enquanto me cercava de loucos artistas pude notar que muitos ainda vestiam as roupas de seus personagens.

Mas de repente - enquanto tomava meu coquetel colorido - fui atraída por uma música arrebatadora e mágica.

Alguém já sentiu isso? Quando menos espera a música – antes virgem aos ouvidos - nasce e te faz transcender. Esta é a prova de que ela tornará o momento único e especial.

O mais interessante é que aquelas pessoas (os loucos artistas) pareciam possessas por alguma força sobrenatural.

De imediato todos correram para o meio da pista como se soubessem o que fazer: Dançar da forma mais extravagante possível. Estavam longe de serem dançarinos profissionais e o mais estranho é que se mexiam como se estivessem em uma casa de umbanda.

Todos movidos pela mesma música estranhavam os que ali apreciavam parados. Por isso larguei meu coquetel colorido e me pus a criar os movimentos mais bizarros e artísticos. Como disse: o mais estranho era ficar parado.

“Eu vi o cego lendo a corda da viola cego com cego no duelo do sertão eu vi o cego dando nó cego na cobra vi cego preso na gaiola da visão pássaro preto voando pra muito longe e a cabra cega enxergando a escuridão”.

Num ato desesperado procurei saber de quem era à canção pulverizadora do silêncio, sem deixar de me debater como se estivesse recebendo o caboclo louco. Até que uma voz frenética e afeminada ecoou nos meus ouvidos:

- É do Tom Zé! - Disse a menina em corpo de menino.

Foi então que percebi: Um tom que cultiva a cultura do norte e encanta demais regiões com a poesia do sertão, XiqueXique é a música mágica da qual falo e faz parte do álbum “Com Defeito de Fabricação”, este eleito um dos dez melhores álbuns do ano pelo The New York Times em 1998.

O som é mais ou menos assim: Começa na lentidão de um baiano até que entra a percussão regida pelo triângulo, misturando o acordeon e batidas alucinógenas. E claro, Tom Zé, com seu tom único, rouco e envolvente.

XiqueXique é genial, pitoresco, belo, esquisito, criativo e mágico. Tudo e mais um pouco de ser Tom Zé.


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A minha aposta para 2010 - Owl City

Muitos sites e blogs por aí estão apostando em Delphic para 2010, eu realmente não acredito que Delphic seja uma banda que possa despontar outras por aí. Minhas apostas internacionais haviam ficado entre Rox, Stornoway e Owl City. Como preferência musical eu teria ficado com os estranhos do Stornoway, já que, particularmente, gostei muito deles. A Rox também tem lá suas características para se tornar facilmente uma diva, mas do jazz e soul, quem sabe black, mas nada como fama mundial, tocar em festas e em todas as rádios, além de estar na boca de todos.

Enfim, vamos as explicações do porque Owl City é minha real aposta. Primeiramente, Owl City não dá para se chamar exatamente uma banda, e sim um projeto. Ele é composto por apenas um integrante, Adam Young, só essa característica já faz com que ele esteja em algumas rodas de assunto entre amigos, ao menos com o assunto de "estranhismo e curiosidade musical".




Mas o que realmente contagia e faz com que Owl City seja minha aposta é o estilo de som, uma espécie de synthpop americano com letras inusitadas de assuntos pacatos do dia-a-dia que qualquer um pode passar, essa proximidade faz com que Adam Young atinja o público em cheio. A variedade de assuntos surpreende, vai da insônia até medo do dentista, o vocal impressiona por ser, aparentemente, calmo e relaxante. Segunda a BBC, os vocais "invocam de sua mente fantasias distantes e inocentes sonhos infantis". Por ser um som diferenciado, divertido, relaxantemente dançante Owl City é minha maior e mais promissora aposta internacional de 2010.



Músicas que você precisa escutar:

1. Fireflies – Música fantástica e diferenciada, com um refrão impactante. Letra inspirada nos problemas de insônia do vocalista, que gostaria que o “planeta girasse mais devagar” e “que nada é o que parece quando durmo”.

2. The Saltwater Room – Música ao estilo lento, que inclui dueto com uma cantora não identificada. Letra cai ao senso comum, falando de “love”, mas de uma maneira que não pareça clichê com nenhuma outra música. Instrumentalmente inova por aliar um instrumento tradicionalmente acústico (violão) com as batidas eletrônicas – dessa vez mais lentas – convencionais de Owl City.

3. Umbrella Beach – Se existe uma música do Owl City feita para levantar a moral de alguém, sem dúvida é Umbrella Beach. Desde o primeiro segundo a música impulsiona um ritmo incrivelmente dançante. Destaque também para o som de ondas, que lembra bem o espírito de “praia”.

4. The Bird And The Worm – Outra música para levantar a moral de qualquer um. Inclusive fala de deixar “todos os seus problemas para trás”, no melhor estilo “Hakuna Matata”.

5. Tidal Wave – Geralmente a última música de um álbum não tem muito destaque, mas esse não é o caso de Ocean Eyes. Desde o primeiro play de Tidal Wave pode-se perceber algo de especial. Seja na forma como os vocais se sobrepõem ou como, em certas partes da música, pode-se ouvir até estalos feitos com dedos. Diferentemente mágica.

6. Dental Care – Qualquer um que um dia já teve medo de ir ao dentista vai se identificar com “Dental Care”. A música cita, de uma maneira divertida, todo o drama de alguém que tem aversão máxima ao profissional que cuida dos sorrisos de cada um. Instrumentalmente, Dental Care conta com sintetizadores que lembram até os bons sons feitos pelo Mega Drive.
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Eles se foram, mas não vão ser esquecidos

Nos anos 2000 nós tivemos o nascimento de novas tecnologias e inovações musicais, mas também tivemos a morte de alguns das mais brilhantes e influentes estrelas do mundo da música.

Olhe para trás, nesta década, e lembre-se quais as grandes vozes que silenciaram nos últimos dez anos. A galeria abaixo está por ordem da data da morte de cada artista.

- Big Pun (a voz do Bronx) - 7 de fevereiro, 2000
- Screamin' Jay Hawkins (pioneiro no rock-show) - 12 de fevereiro, 2000
- Tito Puente (rei da música latina) - 31 de maio, 2000
- Papa John Philips (líder do The Mamas and The Papas) - 18 março, 2001



- Joey Ramone (vocalista dos Ramones) - 15 de abril, 2001

Joey Ramone foi um dos fundadores do Ramones, junto com  Jonny Ramone e Dee-Dee Ramone. Muitos acham que eles eram irmãos, mas ambos adotaram o nome Ramone, em função da banda.

Joey morreu de linfoma, na cidade de Nova Iorque.


- Perry Como (cantor e ator estadunidense) - 12 de maio, 2001
- John Lee Hoker (inovador do blues) - 21 de junho, 2001
- Chet Atkins (pioneiro no som de Nashville) - 30 de junho, 2001
- Aaliyah (princesa do R&B) - 25 de agosto, 2001


- George Harrison (Integrante dos Beatles) - 29 de novembro, 2001

George Harrison também foi conhecido por ser o "quite-Beatle", devido à sua personalidade introspectiva. Ele também compôs Here Comes the Sun e Something.

George morreu de câncer, mesmo apesar de muita luta e tratamentos agressivos e intensivos.



- Peggy Lee (cantora de pop e jazz) - 21 de janeiro, 2002
- Waylow Jennings (fora-da-lei country) - 13 de fevereiro, 2002
- Layne Staley (co-fundador do Alice in Chains) - 05 de abril, 2002
- Lisa "left-eye" Lopez (diva do rap e co-fundadora do TLC) - 25 de abril, 2002
- Dee-Dee Ramone (baixista e co-fundador do Ramones) - 05 de junho, 2002
- Rosemary Clooney (cantora dos anos 50) - 29 de junho, 2002
- Jam Master Jay (co-fundador do Run DMC) - 30 de outubro, 2002


- Joe Strummer (co-fundador do The Clash) - 22 de dezembro, 2002

Joe Strummer foi um dos pioneiros do punk e guitarrista e vocalista da banda The Clash.

A causa da sua morte foi diagnotiscada como defeito cardíaco congênito, um defeito na estrutura do coração e grandes vasos de um recém nascido.




- Maurice Gibb (co-fundador do Bee Gees) - 12 de janeiro, 2003
- Edwin Starr (cantor de soul dos anos 70) - 02 de abril, 2003
- Nina Simone (ícone do jazz) - 21 de abril, 2003
- June Carter Cash (co-fundador do Carter Family) - 15 de maio, 2003
- Barry White (lenda do soul) - 04 de julho, 2003
- Celia Cruz (rainha da salsa) - 16 de julho, 2003


- Johnny Cash (cantor country) - 12 de setembro, 2003

Johnny Cash ficou conhecido por ser "O Homem de Preto", em uma carreira que durou quase cinco décadas, ele é considerado, até hoje, como a personificação do country.

O álbum American IV: The Man Comes Around, de 2002, foi surpreendente e biográfico. O videoclipe do cover Hurt deu ao Cash o prêmio póstumo de melhor videoclipe, em 2004.


- Robert Palmer (ícone dos anos 80) - 26 de setembro, 2003
- Elliot Smith (ícone do indie-rock) - 21 de outubro, 2003
- Ray Charles (inovador do soul) - 10 de junho, 2004
- Laura Branigan (diva do pop dos anos 80) - 26 de agosto, 2004
- Johnny Ramone (guitarrista e co-fundador do Ramones) - 15 de setembro, 2004
- "Dimebag" Darrel Abbot (co-fundador do Pantera) - 08 de dezembro, 2004
- Luther Vandross (lenda do R&B) - 01 de julho, 2005
- R.L Burnside (Bluesman) - 01 de setembro, 2005
- Lou Rawls (ícone do R&B) - 06 de janeiro, 2006
- DeShaun "Proof" Holton (co-fundador do D12) - 11 de abril, 2006


- Syd Barret (co-fundador do Pink Floyd) - 07 de julho, 2006

Syd Barret foi um dos músicos mais imprevisíveis da história, sendo um dos fundadores do Pink Floyd e usado e abusado de drogas piscotrópicas como LSD.

Especula-se que Barret tenha morrido de complicações nervosas devido à diabetes ou até mesmo câncer.



- James Brown (rei do soul) - 25 de dezembro, 2006
- Brad Delpon (vocalista do Boston) - 09 de março, 2007
- Max Roach (pioneiro do bebop) - 16 de agosto, 2007


- Luciano Pavaroti (tenor) - 06 de setembro, 2007

Pavaroti foi um tenor lírico italiano, conhecido pela sua potente voz e sua facilidade de interpretar Donizete, Puccini e Verdi, além de ter gravado duetos com vários artistas, entre eles Roberto Carlos.

Pavaroti morreu vítima de um câncer de pâncreas.



- Rick Wright (tecladista e co-fundador do Pink Floyd) - 15 de setembro, 2008
- Levi Stubbs (co-fundador do Four Tops) - 17 de outubro, 2008
- Ron Asheton (guitarrista e co-fundador do Stooges) - 06 de janeiro, 2009
- Lux Interior (vocalista e co-fundador do The Cramps) - 04 de fevereiro, 2009


- Michael Jackson (rei do pop) - 25 de junho, 2009

Michael Jackson foi um talentoso (e polêmico) cantor, dançarino e compositor, além de ser um visionário com seus videoclipes inovadores.

Dono do passo Moonwalk e com mais de 750 milhões de discos vendidos durante toda sua carreira, Jackson morreu dormindo, após ter uma parada cardíaca. Alguns céticos dizem que ele ainda vive.


- Les Paul (inventor da guitarra elétrica) - 12 de agosto, 2009
- Adam "DJ AM" Goldstein (DJ) - 28 de agosto, 2009
- Mary Travers (co-fundadora do Peter, Paul & Mary) - 16 de setembro, 2009
- James "The Rev" Sullivan (baterista do Avenged Sevenfold) - 28 de dezembro, 2009

Estas são apenas algumas das pessoas que silenciaram suas vozes, suas guitarras ou seus discursos ao longo do ano 2000 até o final de 2009. Alguns poucos conhecidos, mas todos com seu valor perante a história da música. Esperamos que, em 2010, menos estrelas deixem de brilhar aqui na Terra. Esta é a homenagem póstuma do DeGaragem, para todos estes artistas que contribuíram largamente com o mundo.
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Top5 das melhores músicas da década 2000-2009

Todo mundo já fez lista, o TMZ, a BBC, a XFM, mas a campeã até agora foi a NME que fez lista até das 50 melhores fotos da década, fotos de álbuns só para situar as pessoas. Mas finalmente saiu a lista mais esperada, a mais cobiçada, a menos polêmica, a mais respeitada, a mais mais de todas as listas de qualquer revista, magazine, rádio, crítico ou qualquer coisa.

Bom, eu comecei a temporada de listas, apresentei várias, dei várias idéias, inclusive fiz a minha, mas esta é a lista final. Lógico que ela é extramente discutível, mas vamos ao Top05 das melhores músicas da década, segundo a Billboard. E com direito a mini-review e vídeo para quem quiser lembrar.

O quinto lugar ficou com o hit lançado este ano pelo Black Eyed Peas e que encabeçou as paradas da Billboard durante um bom tempo, batendo records e colocando a banda no hall do Guiness Book com as músicas que ficaram mais tempo no topo das paradas. O amargo último lugar do top05 ficou com I Gotta Feeling. Para mim, um resultado bem justo, levando em consideração que essa música fez a cabeça de milhões de pessoas, toca em quase todas as festas no mundo inteiro e ainda fez a Oprah ficar boquiaberta perante um flash mob muito bem preparado pelo grupo.




O quarto lugar ficou com o pouco lembrado nos últimos anos Nickelback. Lembro que a música How You Remind Me, que foi a escolhida para ocupar tal posto foi uma das primeiras que escutei da banda e foi lançada em 2001, até hoje o Chad Kroeger consegue faturar com ela e com o melhor álbum deles, o Silver Side Up. Um lugar digno para a música, mas eu sou duvidoso pra falar, levando em consideração que gosto muito de Nickelback.




O pódio começa de baixo pra cima com a terceira colocação sendo ocupada pela música Low de Flo Rida e T-Pain, não tenho muito o que falar da música, mas acho que esse é um lugar de privilégio para eles, comparando que eles nunca estiveram no topo das paradas e o mais perto que ela chegou foi exatamente em terceiro lugar das paradas europeias apenas, em 2008.




O segundo lugar também ficou com uma música de hip-hop, mas desta vez sem dúvida nenhuma um lugar merecido para o Usher com a música Yeah, quem em 2004 encabeçou os primeiros lugares das paradas mundiais de hip-hop e de músicas populares pelo público. Lil John, Ludacris e Usher fizeram o hip-hop ficar conhecido mundialmente e fora do cenário de gueto ou Brooklyn, fora que na época, todo mundo tentava fazer a dancinha do Usher.




O mais esperado primeiro lugar foi decepcionante, ao menos para mim. Se há pouco tempo atrás a NME apresentou a Beyoncé e Crazy in Love com a melhor música da década, a Billboard conseguiu se superar e colocou Mariah Carey e We Belong Together encabeçando o topo da lista das melhores músicas da década. Como disse, decepcionante para mim, que acho a Mariah Carey tão sem sal e que inclusive nunca esteve entre os 100 primeiros de parada alguma da própria Billboard, mas vai entender, né?




Surpreso? Pois acredite, as listas ainda não param por aí.
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Bandas para ficar de olho em 2010, pt. II

Na postagem parte um, eu falei de Daisy Dares You, Delphic e The Drums, três bandas que tem autoridade, capacidade, simpatia e talento suficiente para poder estourar em 2010, apenas algumas das apostas internacionais.

Desta vez abro este quadro falando de Roxanne Tataei, ou da maneira que vocês vão conhecê-la: Rox. A cantora é meio iraniana, meio jamaicana e nasceu em Londres, ela faz um nutritivo jazzy-soul britânico que lembra muito Amy Winehouse e Duffy, mas ela assume que tem como inspirações as cantoras Lauryn Hill e Sade.

O treinamento musical dela veio da igreja quando criança, muito antes dela entrar na escola de artes britânica, o mesmo chão que formou Leona Lewis, Adele, Kate Nash e, pasmem, Amy Winehouse. Com uma poderosa voz de jazz, ela é completamente suscetível a receber comparações com a Amy, durante 2010. Uma forte candidata para ser a nova diva do jazzy-soul mundial.






Mais uma banda de Manchester para ficar de olho, o escolhido da vez é Everything Everything, uma banda que tem talento suficiente para apontar um caminho diferente para a atual cena indie no mundo, é do tipo ame ou odeie.

O vocalista Jonathan Everything formou a banda em 2007, junto com uns amigos da escola e universidade. O quarteto nomeu Radiohead e Beatles como influências principais e afirma que a regra número um da banda é "evitar clichês a todo custo".







Ok, a próxima banda pode parecer um pouco estranha, caracteristicamente, mas tem uma bagagem musical bem diferenciada, o que pode fazer elas serem um sucesso em 2010. A banda que falo é Stornoway. Ter um grupo de irmãos numa banda não é nada novo, mas esta tem dois grupos de irmãos. Imagine sujeitos vestidos estranhamente como alguém que recém saiu de um desenho animado tocando calorosamente banjos e violinos artesanais descaradamente... é assim que se apresenta a Stornoway, sem padrão nenhum.

Eles chegaram juntos na Universidade de Oxford, um deles tem doutorado (Ph.d) em ecologia de patos, enquanto outro tem mestrado em literatura russa. Da para se dizer que são nerds querendo aparecer, mas por mais incrível que pareça eles chegaram a lançar um single chamada The Good Fish Guide para encorajar as pessoas a comer peixes com "ética", e todos os lucros foram voltados para a Marine Conservation Society. É uma aposta para 2010.






Bom, a parte dois das bandas para ficar de olho em 2010 fica por aqui, no início do ano prometo fazer uma postagem das minhas apostas para o cenário nacional no ano que vem, então fiquem ligados.
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