29/01/2010

And nothing else matters...Por Uriel Gonçalves às 02:06 em 29/01/2010

O que crianças babonas em um show de mágica tem em comum com as pessoas que estavam no show do Metallica? A euforia. Eu não sou o maior fã do Kirk Hammet, nem do Lars Ulrich, muito menos do Robert Trujilo e, obviamente, James Hetfield é apenas mais uma voz no mundo, para mim. Mas para as pessoas que foram ao show, não!

Foi vísivel a emoção de um grupo de machões cabeludos quando a banda entrou no palco, com cerca de 20 minutos de atraso, a banda abriu com Creeping Death e um vídeo tomou conta dos telões minutos antes da atenção de todos se virar para o palco. Durante o show, o vocalista, James Hetfield, até ensaiou algumas palavras em português, como "Obrigado" e "Estão prontos?", além de ter conversado durante um bom tempo com o público, em inglês, mas suficiente claro para uma boa parte entender e, inclusive, responder em coro as perguntas. Assim como cometer a gafe de dizer que era a primeira vez da banda em Porto Alegre, quando, na verdade, a banda já havia se apresentado em 1999.


O show que São Paulo espera, nos dias 30 e 31 de janeiro, pode ser visto como um dos melhores do ano, com o Metallica em sua melhor forma, apresentando músicas como Enter The Sandman, Seek and Destroy, Nothing Else Matters e For Whom the Bell Tolls, além das músicas do novo álbum da banda, o Death Magnetic.

O show começou as 21h50 foi até 0h05, durante 2h15 o Metallica fez com que nada mais importasse em Porto Alegre, a não ser o que estava ocorrendo no Parque Condor, um show de uma magnitude incrível, com direito a efeitos especiais e muitos elogios. Com certeza, valeu a pena o investimento, de quem dormiu na fila, de quem esperou pra comprar os ingressos, de quem esperou onze anos para a banda voltar ao Brasil. O show não deixou nada a desejar.



Parque Condor

Bom, o show seria no Estádio Zequinha, na verdade, com uma estrutura muito abaixo do que o Parque Condor. Apesar de não ter acústica nenhuma, o local recebeu o show de uma forma bem agradável, com uma distribuição do público sem deixar a desejar, mas em compensação o local, foi de "chorar as pitanga", quando digo o local quero dizer o ambiente, o chão, a vista, essas coisas. Enfim, um mar de lama distribuído ao longo da área do público, cervejas super-faturadas custando R$ 8,00 uma latinha (a água custava R$ 5,00), pessoas completamente bêbadas esquecendo completamente do show, fatores que prejudicaram, mas não atrapalharam em nada o desenvolvimento da banda, no palco.



Transporte Público

Outro ponto a se prestar atenção, apenas dois ônibus levando ao local, para um show de um público extremamente alto, sendo que não foram distribuídos mais carros, devido ao show, e muito menos aumentaram o horário do último ônibus sair do terminal. O último T5 saiu 0h20, o último T11 às 23h15, antes do show acabar. Vamos se ligar prefeitura de Porto Alegre, EPTC e quem mais estiver no comando desta joça, seja Carris, Unibus ou qualquer outra empresa de transporte público. Como querem botar Porto Alegre na rota dos shows internacionais, se não rola o devido respeito com a platéia?

Produtoras
Esta é rapidinha, é só um parabéns as Produtoras que estão se dedicando para trazer cada vez mais shows bons ao Brasil, especialmente Porto Alegre, apenas este ano ainda temos Cranberries, Guns 'n Roses e Franz Ferdinand, além de muitos outros.

Setlist
Durante o show, James Hetfield não esqueceu, apenas, do show em Porto Alegre, em 1999. Esqueceu também alguns álbuns, talvez para alegria dos fãs. A parte escura da banda, que até correu o risco da separação dos integrantes, não foi lembrada durante o show. Nenhuma música do álbum St. Anger, de 2003, foi tocada. O espetáculo foi aberto com uma trinca do álbum Ride the Lightining, inclusive a faixa-título, que é raríssima nos shows da banda. Seguido de The Memory Remains, do álbum Reload, e Fade to Black, para abrir alas à algumas músicas do Death Magnetic, That was just your life, The end of the line e The day that never comes, com uma boa aceitação do público nesse resgate dos anos dourados da banda. Para intercalar, o Metallica reuniu o que há de bom no repertório, com os clássicos Sab But True, Master of Puppets e Battery, junto com a recente e já consagrada Cyanide para levar o Parque Condor abaixo. Ainda teve One, que abusou de efeitos de pirotecnica, com chamas saindo do chão do palco, sons de bombardeio e fogos de artíficio sincronizados com a música.

Logo depois foi a vez de Nothing Else Matters entrar em cena, seguida por outra histórica do disco de 1991, Enter Sandman e então a banda abandonou o palco. Quando tudo se encaminhava para o fim, o guitarrista Kirk Hammet puxou o riff de outra música de rara execução em shows The Frayed Ends of  Sanity, apesar do coro dos fãs, a escolhida para o retorno da banda ao palco foi o cover de Misfits Die, Die My Darling, seguido de uma música do Kill 'em All, de 1993, para agradar os fãs mais exigentes, Phantomlord. Para fechar com chave de ouro, a platéia foi contemplada com Seek and Destroy, assim o único disco da banda que não foi lembrado, além de St Anger, foi Load, de 1996.

Finalmente depois do show finalizado e James Hetfield ter comentado novamente a grande estreia em Porto Alegre, Lars Ulrich chega para consertar as coisas, parece que ele não havia esquecido do show de 1999, "só eu acho que não devemos mais esperar onze anos para voltar à Porto Alegre?". James pode até esquecer este show, como esqueceu o de 1999, mas o público não vai se importar e com certeza não vai esquecer do que viu: um Metallica renovado, renascido e novamente pronto para desbancar qualquer banda que entre no caminho deles.

Creeping death
For whom the bell tolls
Ride the lightning
The memory remains
Fade to black
That was just your life
The end of the line
The day that never comes
Sad but true
Cyanide
One
Master of puppets
Battery
Nothing else matters
Enter Sandman

Die, die, my darling (cover misfits)
Phantomlord
Seek and destroy
Eu não tirei apenas fotos, fiz dois vídeos também e ainda dois áudios, assim que terminar de upar, atualizo aqui.
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27/01/2010

Fora de Série - BonesPor talissa às 14:38 em 27/01/2010

Oi, sou a Talissa (@talissarosario, me twitta), o Uriel ta me enchendo os ovários querendo que eu escreva alguma coisa (sendo que não escrevo nada desde o primeiro semestre da faculdade, ou seja, cerveja – brinks, ou seja, há um semestre). Então como a única coisa que eu assisto é seriado - não assisto novela, não assisto jornal, não assisto Big Brother, não assisto Fantástico e muito menos a Turma do Didi – é sobre seriado que vou escrever...à menos que eu me empolgue por alguma outra coisa, me reservo esse espaço. Vamos à historinha de hoje.

Nas últimas duas semanas, aproveitando que minha mãe tinha saído de férias e a tv era só minha, eu assisti as 5 temporadas de Bones, série da Fox (aqui deveria estar o horário de exibição, mas eu aluguei os episódios, então não faço a mínima idéia de quando passa).

Para quem gosta de séries criminais, eu aconselharia a nem perder tempo, Law and Order SVU é muito melhor e tem 10 longas (e ótimas) temporadas para manter qualquer um ocupado; mas quem curte um pouco de comédia e romance no meio de tanto sangue, Bones é uma boa opção.

Os casos até q são interessantes (possivelmente eu não tenha achado tanto porque assisti em média 10 episódios por dia), algumas coisas deixam a desejar, quando, por exemplo, colocam elementos sobrenaturais sem explicações convincentes. Não é exatamente o que se espera desse tipo de série, afinal Bones não é Ghost Whisperer.

O foco da série é a relação entre a antropóloga forense Dra. Brennan (Bones pros íntimos – JURO que to me irritando com o Word escrevendo bonés toda vez que escrevo o nome da série) e o agente do FBI Booth; que, particularmente, eu não acho bonito, ela conseguiria coisa melhor (eu, por exemplo).

A série conseguiu estabelecer uma boa química entre os dois protagonistas, ela é extremamente inteligente, mas uma negação no que diz respeito a relações interpessoais, além de não captar ironias e figuras de linguagem. Booth (eu ia dizer que é o oposto, mas não vou chamar o coitado de burro, né) é bom com as pessoas, sabe lê-las, mas passa uma idéia de ser meio bobalhão.

Normalmente a minha opinião costuma ser tendenciosa a favor das morenas de olhos claros, mas dessa vez o prêmio Talissa Dourada vai para a terceira idade da série. Os dois melhores personagens são os que menos aparecem, o psicólogo e chef Gordon Gordon e a promotora Caroline. Não sei se é mérito dos artistas, do sotaque (ele, britânico, ela, acredito que sulista) ou do texto destacado para eles, mas ambos roubam a cena e dão um show de interpretação.
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15/01/2010

Alô Haiti; Cante!Por Clarissa Madalozzo às 02:14 em 15/01/2010


Não posso deixar de citar o quanto é triste a situação dos haitianos. O terremoto pode ter destruído casas, prédios, hospitais, vidas... mas nunca vai matar a felicidade, simpatia e a belíssima cultura que o Haiti preserva.

Em homenagem a este povo que provou ser solidário e, acima de tudo, uniu cada continente, cada país envolto num único: O Haiti.

Viva a generosidade, viva a união, viva a humanização e viva a vida.

O DG selecionou algumas músicas deste povo conhecido por sua alegria similar a nós brasileiros.

Fica aqui nossa homenagem e apreciação desta rica cultura nascida desde sua colonização e seguida por sua “independência”: A música! E que de alguma forma ela nos una muito mais.



















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12/01/2010

Pelo tom só pode ser Tom ZéPor Clarissa Madalozzo às 02:23 em 12/01/2010



Queria escrever algo diferente, mas no mundo musical o difícil é se diferenciar, então num ímpeto “fugaz” resolvi trazer o inventor de sons Tom Zé na parada do DG.

Numa certa noite fui numa festa da classe artística de Porto Alegre que aconteceu na Usina do Gasômetro. Enquanto me cercava de loucos artistas pude notar que muitos ainda vestiam as roupas de seus personagens.

Mas de repente - enquanto tomava meu coquetel colorido - fui atraída por uma música arrebatadora e mágica.

Alguém já sentiu isso? Quando menos espera a música – antes virgem aos ouvidos - nasce e te faz transcender. Esta é a prova de que ela tornará o momento único e especial.

O mais interessante é que aquelas pessoas (os loucos artistas) pareciam possessas por alguma força sobrenatural.

De imediato todos correram para o meio da pista como se soubessem o que fazer: Dançar da forma mais extravagante possível. Estavam longe de serem dançarinos profissionais e o mais estranho é que se mexiam como se estivessem em uma casa de umbanda.

Todos movidos pela mesma música estranhavam os que ali apreciavam parados. Por isso larguei meu coquetel colorido e me pus a criar os movimentos mais bizarros e artísticos. Como disse: o mais estranho era ficar parado.

“Eu vi o cego lendo a corda da viola cego com cego no duelo do sertão eu vi o cego dando nó cego na cobra vi cego preso na gaiola da visão pássaro preto voando pra muito longe e a cabra cega enxergando a escuridão”.

Num ato desesperado procurei saber de quem era à canção pulverizadora do silêncio, sem deixar de me debater como se estivesse recebendo o caboclo louco. Até que uma voz frenética e afeminada ecoou nos meus ouvidos:

- É do Tom Zé! - Disse a menina em corpo de menino.

Foi então que percebi: Um tom que cultiva a cultura do norte e encanta demais regiões com a poesia do sertão, XiqueXique é a música mágica da qual falo e faz parte do álbum “Com Defeito de Fabricação”, este eleito um dos dez melhores álbuns do ano pelo The New York Times em 1998.

O som é mais ou menos assim: Começa na lentidão de um baiano até que entra a percussão regida pelo triângulo, misturando o acordeon e batidas alucinógenas. E claro, Tom Zé, com seu tom único, rouco e envolvente.

XiqueXique é genial, pitoresco, belo, esquisito, criativo e mágico. Tudo e mais um pouco de ser Tom Zé.


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06/01/2010

A minha aposta para 2010 - Owl CityPor Uriel Gonçalves às 11:32 em 06/01/2010

Muitos sites e blogs por aí estão apostando em Delphic para 2010, eu realmente não acredito que Delphic seja uma banda que possa despontar outras por aí. Minhas apostas internacionais haviam ficado entre Rox, Stornoway e Owl City. Como preferência musical eu teria ficado com os estranhos do Stornoway, já que, particularmente, gostei muito deles. A Rox também tem lá suas características para se tornar facilmente uma diva, mas do jazz e soul, quem sabe black, mas nada como fama mundial, tocar em festas e em todas as rádios, além de estar na boca de todos.

Enfim, vamos as explicações do porque Owl City é minha real aposta. Primeiramente, Owl City não dá para se chamar exatamente uma banda, e sim um projeto. Ele é composto por apenas um integrante, Adam Young, só essa característica já faz com que ele esteja em algumas rodas de assunto entre amigos, ao menos com o assunto de "estranhismo e curiosidade musical".




Mas o que realmente contagia e faz com que Owl City seja minha aposta é o estilo de som, uma espécie de synthpop americano com letras inusitadas de assuntos pacatos do dia-a-dia que qualquer um pode passar, essa proximidade faz com que Adam Young atinja o público em cheio. A variedade de assuntos surpreende, vai da insônia até medo do dentista, o vocal impressiona por ser, aparentemente, calmo e relaxante. Segunda a BBC, os vocais "invocam de sua mente fantasias distantes e inocentes sonhos infantis". Por ser um som diferenciado, divertido, relaxantemente dançante Owl City é minha maior e mais promissora aposta internacional de 2010.



Músicas que você precisa escutar:

1. Fireflies – Música fantástica e diferenciada, com um refrão impactante. Letra inspirada nos problemas de insônia do vocalista, que gostaria que o “planeta girasse mais devagar” e “que nada é o que parece quando durmo”.

2. The Saltwater Room – Música ao estilo lento, que inclui dueto com uma cantora não identificada. Letra cai ao senso comum, falando de “love”, mas de uma maneira que não pareça clichê com nenhuma outra música. Instrumentalmente inova por aliar um instrumento tradicionalmente acústico (violão) com as batidas eletrônicas – dessa vez mais lentas – convencionais de Owl City.

3. Umbrella Beach – Se existe uma música do Owl City feita para levantar a moral de alguém, sem dúvida é Umbrella Beach. Desde o primeiro segundo a música impulsiona um ritmo incrivelmente dançante. Destaque também para o som de ondas, que lembra bem o espírito de “praia”.

4. The Bird And The Worm – Outra música para levantar a moral de qualquer um. Inclusive fala de deixar “todos os seus problemas para trás”, no melhor estilo “Hakuna Matata”.

5. Tidal Wave – Geralmente a última música de um álbum não tem muito destaque, mas esse não é o caso de Ocean Eyes. Desde o primeiro play de Tidal Wave pode-se perceber algo de especial. Seja na forma como os vocais se sobrepõem ou como, em certas partes da música, pode-se ouvir até estalos feitos com dedos. Diferentemente mágica.

6. Dental Care – Qualquer um que um dia já teve medo de ir ao dentista vai se identificar com “Dental Care”. A música cita, de uma maneira divertida, todo o drama de alguém que tem aversão máxima ao profissional que cuida dos sorrisos de cada um. Instrumentalmente, Dental Care conta com sintetizadores que lembram até os bons sons feitos pelo Mega Drive.
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