30/11/2009

As 10 melhores músicas da década, pelo públicoPor Uriel Gonçalves às 17:31 em 30/11/2009

Mais duas listas praticamente antagônicas saíram. A rádio XFM, de Londres, nem esperou a década acabar, ignorando totalmente 2010, e fez uma pesquisa com o público para saber quais são as 100 melhores músicas da década, no dia 25 de novembro a revista NME divulgou a mesma lista, só que feita pela crítica especializada.

Vamos uma por uma, com apenas as comparações e o top 10 de cada lista.

Começando com a XFM. Quem encabeça a lista é a banda de Brandon Flowers, com Mr. Brightside. O single, de 2004, do The Killers foi o mais votado pelo público, ganhando com mais de 60% dos votos. A letra conta a história de um amor não correspondido, escrito pelo vocalista Brandon Flowers e pelo guitarrista Dave Keuning.





O segundo lugar da lista ficou com Arctic Monkeys e a música I Bet That You Look Good on the Dancefloor, não é o primeiro single da banda, mas é um daqueles que virou a atenção internacional das mídias especializadas e do público para eles, em 2006. A música saiu do debut álbum chamado Whatever People Say I am, That's What I'm Not, que ficou em quarto lugar na lista dos 50 melhores álbuns da década, eleitos pela crítica.





O maior hit dos irmãos Followill fica com o terceiro lugar da lista da XFM. Kings of Leon com Sex On Fire, fecha o pódio da lista da rádio britânica. O hit foi retirado do quarto álbum da banda Only By The Night, de 2008.





O quarto lugar da lista ficou com Muse e Knights of Cydonia, a única música com sons de galope de cavalos. Essa música fecha o álbum Black Hole and Revelations, de 2006, do trio de Teignmouth.





A quinta música mais votada foi da banda Elbow, a música que ficou mais tempo nos charts de top 100 entre todas os singles da banda. One Day Like This foi a segunda faixa a ser liberada do premiado álbum The Seldon Seen Kid.





A primeira faixa do White Stripes que fez sucesso, com um riff que aparecia em qualquer roda de violão, em qualquer lugar, há qualquer momento, em 2003. A música Seven Nation Army, com seu clipe psicodélico e a batida viciante fica em sexto lugar. É o primeiro single da dupla de Detroit lançado junto com o sucesso do álbum Elephant.





Ian Brown pegou o sétimo lugar na lista com F.E.A.R, o primeiro single do músico formado em Stone Roses. A música é do terceiro álbum dele chamado Music Of The Spheres, cada linha forma o acrônimo F.E.A.R, o que é bastante impressionante.





A banda que teve seu disco eleito, pela crítica especializada, como melhor da primeira década do século XXI, também entrou no hall das melhores músicas escolhidas pelo público. The Strokes com Last Nite assume a oitava colocação. Considerada a salvadora do rock pela crítica, a banda estourou em 2001, com este single, tirado do debut EP The Modern Age.





O nono lugar ficou por conta da banda de Brandon Flowers, novamente. The Killers assumiu essa posição com a música Somebody Told Me, o primeiro single a ser lançado pela banda em 2004. Brandon Flowers comenta que está música tem "muito de energia sexual".





Quem fecha a lista de top10 melhores músicas da década, eleitas pelo público da rádio britânica XFM, é MGMT com a música Kids. A banda, que antigamente se chamava The Management, é formada por Ben Goldwasser and Andrew VanWyngarden. A faixa Kids girou o mundo desde 2005, até ser regravada dois anos depois do álbum Oracular Spectacular





Coisas para não ignorar: crítica e público não se entendem.

A música Last Nite ficou em oitavo lugar nas 100 maiores músicas da década, pela XFM, poucos dias depois de Is This It do The Strokes ter sido eleito pela crítica especializada como melhor álbum da primeira década do século. Em contrapartida, The Killers não emplacou nenhum álbum na lista do semanário inglês. E mais, nenhuma música da banda de Las Vegas entrou no top 20 da mesma lista feita pela NME.

Continuando o problema entre crítica e público, enquanto a crítica especializada colocou a música Klaxons, da Golden Skans, como sétima melhor música da década, o público a deixou em centésimo lugar na lista. Mas qual realmente interessa mais as bandas? A crítica ou o público? Eu ficaria com o público.

Não esqueçam da promoção das listas, faça sua lista e concorra.
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27/11/2009

100 riffs numa guitarra sóPor Uriel Gonçalves às 18:45 em 27/11/2009

Te liga só no que o magrão do vídeo abaixo conseguiu. Primeiro, deu a louca nele de tocar, em pouco menos de oito minutos, 100 riffs famosos de clássicos do rock. O cara emendou todos os riffs, filmou e botou no youtube. Resultado? Fama repentina. No vídeo tem Metallica, Nirvana, Santana, Bon Jovi, Green Day, Jimi Hendrix, AC/DC e muitos outros.



Quantos riffs, que esse músico californiano tocou, tu consegues identificar?

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25/11/2009

Época de novos álbunsPor Uriel Gonçalves às 15:31 em 25/11/2009

Estava eu lendo, tranquilamente e viajantemente, na internet, quando me deparo com notícias e mais notícias de lançamentos de novos álbuns. Se tudo se concretizar, 2010 pode ser um ano bem rico no quesito musical, ou não... dependendo do nível desses novos discos. Vamos aos possíveis lançamentos de 2010, já que nada está concretizado. Começando com...

Blink 182.

É isso aí, caro leitor, o baixista e vocalista, Mark Hoppus, deu a entender que o grupo está pronto para começar a gravar um novo disco em janeiro do ano que vem. O músico postou a seguinte mensagem em seu twitter, "ouvindo demos. Devo produzir algumas coisas antes do Blink 182 entrar em estúdio em janeiro". A banda formada por Travis Barker, Mark Hoppus e Tom DeLonge, se separou em 2005 e anunciou sua volta durante o Grammy deste ano.






The Strokes.

Recém divulgada a lista dos 50 melhores álbuns da década, com o álbum de estreia da banda, o The Strokes anunciou que os integrantes devem entrar em estúdio em janeiro de 2010. O baixista da banda Nikolai Frature, anunciou em seu twitter que foi com Ryan Gentles, o empresário do grupo, à Nova Iorque para escolher estúdios, "Enquanto os outros estão em Los Angeles, eu fui hoje [20/11] ver alguns estúdios em Nova Iorque com o Ryan para, com sorte, gravar em janeiro!". O último álbum de estúdio da banda foi gravado em 2006.







Interpol.

Estando na mesma lista do The Strokes, a banda Interpol pretende lançar o novo CD logo no início do ano que vem. Segundo o baterista Sam Fogarino, o álbum deve parecer com o bem sucedido Turn On the Brights Lights, lançado em 2002, que ficou em oitavo lugar na lista da NME Magazine. O último álbum do grupo foi lançado em 2007.






Scorpions.

Até os veteranos do Scorpion resolveram lançar álbum no ano de 2010, a estreia está prevista para março na Europa e o disco vai se chamar Sting in the Tail e relembra o som da banda, mais voltado para o início dos anos 80, tanto no estilo quanto na atitude. Segundo o guitarrista Mathias Jabs, o álbum deve ter no mínimo 12 músicas. O último álbum lançado pelo grupo foi Humanity: Hour I, em 2007.






The White Stripes.

A dupla The White Stripes anunciou já estar trabalhando em um novo álbum para ser lançado em 2010. A produção do disco deve ser intensificada no final deste ano, quando Jack White se reúne com Meg White, depois de finalizar seus compromissos com a paralela The Dead Weather. O último álbum, Icky Thump, do The White Stripes, foi lançado em 2007.






Linkin Park.

Mike Shinoda, atual vocalista do Linkin Park, afirmou que o novo álbum do grupo deve estar pronto no início de 2010 e vai ser totalmente inovador. Segundo ele, o novo disco está muito atento às nuances e aos fundamentos, e a ideia do álbum é ter sua própria identidade, dispensando comparações aos outros. O último álbum da banda foi o Minutes to Midnight, lançado em 2007.






The Cranberries.

Depois de oito anos sem gravar nenhum álbum de inéditas, a cantora e líder da banda, Dolores O'Riordan, afirmou que tem escrito novas músicas junto com a guitarrista Noel Hogan e que seria ótimo gravar um novo disco. A banda se separou em 2003 e o último disco lançado foi Wake Up and Smell the Coffee, em janeiro e fevereiro de 2010, eles se apresentam em quatro shows no Brasil.






Beyoncé.

Esse nem é tão novidade já que a Beyoncé está sempre lançando algo novo e ainda ganhou vários prêmios este ano, vide VMA, EMA e outros Awards por aí. Bom, a moça afirmou em seu último show no Reino Unido que em 2010 pode vir um novo álbum por aí, "este é o meu último show desta turnê no Reino Unido, então espero ver todos vocês dentro de um ano com um novo disco", disse a cantora, ainda no palco. O último disco dela foi "I am... Sasha Fierce", lançado em 2008.





Você compraria algum desses álbuns? Lógico que muitas outras bandas vão lançar álbuns em 2010, mas esses são apenas alguns dos artistas internacionais, mas vocês já sabem os brasileiros que estão lançando álbum de inéditas novamente? Esse eu vou deixar para um próximo post.

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23/11/2009

Podcast #27Por Uriel Gonçalves às 01:50 em 23/11/2009




Finalmente saiu o podcast #27 e junto com ele vem muita banda boa, uma escolha que nem foi tão a dedo assim, já que todas as bandas me enviaram emails, para divulgá-las. Então galera, aí está meu presente para vocês.
O podcast da semana começa com o rock noventista, o pop descontrolado, os grooves psicodélicos da banda O Carabala, a música que toca é a adolescentíssima Entrelinhas, falando sobre o segredo que as garotas guardam e não tem nada a ver com as garotas do Lenine, já vou deixando bem claro.

Logo depois toca a primeira banda com uma frontwoman, da noite. A banda Maçã de Pedra também me chegou por email, como as demais bandas e eu fui conhecer o myspace deles, achei simplérrimo, mas com um som bem legal e com uma base de blues muito forte. A música que toca é Veneno Fatal, na voz da Caren Suzana. Curte aí no podcast.

A primeira banda não gaúcha da noite traz um som diferente dos demais recém tocados e também diferente dos já tocados. A música Con Mi Dolor, da banda de reggae paulista Alma Livre, lembra muito algumas músicas do Maná, mas a ideia de misturar o reggae com outros ritmos pode dar tanto certo quanto errado, dependendo de quem está escutando. Por isso vale ouvir, para mim a mescla foi bem legal e deu um ar mais despojado numa banda já calcada no roots.

Para fechar o podcast da semana, uma das minhas bandas preferidas, com outra frontwoman mostrando que as mulheres sempre dão um diferencial na banda. É um grupo comum, eu diria, mas a Maria Carolina faz um diferencial danado, claro que o conjunto de corda também é inteligente, não estou desmerecendo ninguém, mas ter ela na Velocetts, muda tudo. Principalmente porque já é um som conhecido, mas é conhecido numa voz masculina. A música A Cura deles, produzida pelo Ray-Z, recém foi lançada e vocês já podem escutar em primeira mão aqui.



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20/11/2009

One Hit K.O - Fountains of WaynePor Uriel Gonçalves às 19:57 em 20/11/2009

Alguém já jogou qualquer game de luta que quando um jogador acaba com o outro em um único golpe dava One Hit K.O e Perfect. Lembro que o Paul do Tekken era um dos que tinham esse especial de One Hit K.O. Essa a idéia da nova coluna estreiada por mim.

Bandas de um hit só, que fizeram uma baita grana com apenas uma música, que fizeram um hit e K.O, deu, já era, nocaute, sumiu. Poderia listar várias nesse primeiro post, mas vamos começar uma por uma. Pra citar alguns exemplos de que as pessoas podem conhecer as músicas e desconhecer as bandas, como Lou Bega e Mambo Nº 5, Aqua com Barbie Girl, Eiffel 65 com Blue (Da Ba Dee) ou Los Del Rio com a clássica Macarenna.

Hoje começamos com a atual Fountains of Wayne, apesar de pouco conhecida.

História: Fountains of Wayne apareceu em cena em 1995, tem cinco discos lançados e toca uma espécie de rock alternativo misturado com um powerpop dançante, um pouco de country-pop e uma balada indie, sendo formada por Chris Collingwood, na guitarra e no vocal, Adam Schelesinger no baixo, Jody Porter na guitarra e Brian Young na bateria. A banda teve um período parada entre 1999 e 2001 e quando voltou quase embalou, mas foi só um luzir de celebridade.

Discografia: Fountains of Wayne (1996), Utopia Parkway (1999), Welcome Interstate Managers (2003), Out of State Plates (2005) e Traffic and Weather (2007)

Three Hits and K.O.: Stacy's Mom (2003) Radiation Vibe (1997) Too Cool For School (2000)


Curiosidades: Durante o tempo que eles ficaram separados o baixista Adam Schelesinger participou ativamente como escritor de singles para o longa de Josie e as Gatinhas e Collingwood formou o grupo de Pop-country chamado The Gay Potatoes enquanto Jody Porter trabalhava no projeto paralelo The Astrojet. Além da banda produzir vários singles para seriados, filmes e comerciais de TV, entre esses foi embalado com Too Cool for School no filme Todo Mundo em Pânico. Mas o único single que chegou ao Top 100 da US Hot foi Stacy's Mom em 21º lugar. Apesar de ter embalado três hits pops, Fountains of Wayne continua internacionalmente conhecido por uma música só.

Opinião: Logicamente já conhecia a banda e, também logicamente, só conhecia a música que os fez brilhar durante pouco tempo e era um fake fã, até a banda voltar ao seu lado escuro. Hoje, na verdade agora, voltei a escutar as músicas, admito que não entendo como eles emplacaram só um hit, é uma banda boa, com uma proposta boa e músicas facilmente vendáveis, acabo de voltar a escutar Fountains of Wayne e entra no meu Setlist e no meu Mp3 fácinho.

Classificação da banda: 9,0
















Fountains of Wayne - Stacy's Mom


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Brasil virou rota de turnê internacionalPor Uriel Gonçalves às 13:54 em

O ano já está acabando e 2010 tá aí, logo logo chega o natal, depois é ano novo, vida nova, esperança renovada e, claro, shows novos no Brasil. E já tem muito show confirmado para o ano que tá chegando.

Já confirmei por aqui o show do Metallica, em Porto Alegre e em São Paulo, mas vocês sabem de todos os outros shows?

Até o início de 2010, ainda tem umas apresentações boas pra conferir, mas a grande maioria já está com parte dos ingressos esgotados, como do AC/DC no Morumbi, dia 27 desse mês, tambem tem The Killers, Sting, Skid Row, em São Paulo, e Jason Mraz, em Porto Alegre.

Abrindo a temporada do ano que vem, tem Eagle Eye Cherry, do hit Save Tonight, já visitou o Brasil algumas vezes e dessa vez vai unicamente para São Paulo, na Via Funchal, dia 21 de janeiro. Os ingressos custam entre R$ 100,00 e R$ 200,00.







Logo depois tem o show do Cranberries, onde a galera pode guardar uma graninha pra ver o que vem por aí, já que o show da banda irlandesa não promete ser tão caro quanto os outros. Cranberries se apresentam do dia 28 de janeiro ao dia três de fevereiro, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.







Junto com a Cranberries ainda vem a clássica Metallica, com a turnê World Metallic Tour, trazendo de volta as raízes de metal para a banda, os ingresso vão custar entre R$ 150,00 e R$ 300,00, para o show no Morumbi, em São Paulo, e entre R$ 120,00 e R$ 250,00, para o show no Estádio Zequinha, em Porto Alegre.








Uma das bandas mais esperadas do ano desembarca no Brasil, no final de fevereiro. Coldplay volta às terras tupiniquins pra mostrar a turnê Viva La Vida, na Praça da Apoteose do Rio de Janeiro, dia 28 de fevereiro, e no Estádio Morumbi, dia dois de março. Para mais informações acesse o site da Ticket Master ou no telefone 4004-2060.







Para fechar as confirmações de shows internacionais grandes, aqui no Brasil, tem a banda Franz Ferdinand, que já deu uma palinha do que vem por aí no fechamento do VMB deste ano. Os escoceses vem para a turnê Tonight: Franz Ferdinand e passam por Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, nos dias 18, 19, 21 e 23 de março. Os ingressos custam entre R$ 80 e R$ 150,00.





Eu diria que estes são os principais shows confirmados até agora, mas existem bandas de menos expressão vindo para o Brasil como The Lynch Mob, Bat for Lashes, Johnny Winter, LoveHateHero e alguns outros. Mas eaí, me diz qual desses shows tu quer ir ver em 2010? E qual show você gostaria de ver no Brasil?

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19/11/2009

Depois de 10 anos de esperaPor Uriel Gonçalves às 18:02 em 19/11/2009

Finalmente, foi confirmado! Já existia muitas especulações por aí, mas a assessoria do Metallica finalmente confirmou que eles vem ao Brasil. Em dois shows marcados em São Paulo e Porto Alegre, no Morumbi e no Estádio Zequinha.

A última vinda da banda para o Brasil foi em 1999, pela turnê The Garage Remains The Same, mas eles já tiveram outras passagens por aqui com Damaged Justice Tour, em 1989, e Metallica - Black Album, em 1993. Todas as vezes com apresentações que fizeram o público vibrar e a crítica ficar muda.

O que traz eles para o Brasil desta vez? A divulgação do último álbum chamado Death Magnetic. A turnê World Magnetic Tour remete às raízes do Metallica, com riffs marcantes de guitarra e um metal resgatado das entranhas da banda dos anos 80 e 90, o set list ainda conta com músicas como Enter the Sandman, One, Seek and Destroy e Master of Puppets.

Para o show no Morumbi, o valor dos ingressos para a pista é de R$ 250,00 e para a pista vip é R$500,00. Há a opção de cadeira inferior, R$ 250,00, e cadeira superior, R$ 300,00. As arquibancadas do Morumbi também estarão disponíveis nos valores de R$ 150,00, R$ 170,00 e R$ 190,00.

Para o show no Estádio Zequinha, o valor dos ingressos para a pista/arquibancada é de R$ 120,00, 1º lote, e R$ 140, 2º lote, e para pista vip é R$ 250,00. O ingresso para cadeira custará R$ 160.

Os ingressos estão a venda pela Ticket Master, pelo Call Center e nas bilheterias oficiais da turnê, a partir do dia três de dezembro, é bom correr. As apresentações ocorrem no dia 28 de janeiro, em Porto Alegre, e no dia 30 de janeiro, em São Paulo.

METALLICA - ENTER THE SANDMAN



Promoção valendo, participe da lista e concorra ao seu álbum e DVD favoritos Quais foram os destaques da década na área de cultura?
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Listas, faça a suaPor Uriel Gonçalves às 11:37 em

Seguindo a onda das listas de "melhor da década", algo que vai dar muito a falar ainda em qualquer roda que aprecie música, cultura e qualquer outra coisa que se preze, a NME já começou lançando a lista dos 50 piores álbuns da década e agora os 50 melhores álbuns da década.

O DeGaragem e a Amplificando querem saber a opinião de vocês sobre os fatos que marcaram a década, lembrando que ela só acaba em dezembro de 2010. Para isso, foi feito uma enquete livre, para responder o que quiser, seguindo a ordem do título.

Os resultados vão ser expostos no último dia de 2009, cada pessoa que votar vai ser dada um número que vai ser exposto aqui e no final vai haver um sorteio pelo Random.org, para escolher cinco números.

Os vencedores do sorteio vão ser avisados por email e entrevistados pelo DeGaragem, para contar fatos que marcaram a década e também para saber um pouquinho mais do internauta.

O primeiro sorteado vai levar um álbum e uma camiseta da banda Identidade, um EP da Sargento Malagueta, um CD da coletânea DeGaragem e, ainda, um DVD do filme ou seriado de TV votado por ele e o álbum, na enquete.

Os outros sorteados vão levar um EP do Sargento Malagueta, um CD da coletânea DeGaragem e o álbum votado por eles para os que marcaram a década.

A enquete está valendo desde já, então vai lá e faça sua lista.

Quais foram os destaques da década na área de cultura?
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18/11/2009

Entrevista: João Daniel TikhomiroffPor Uriel Gonçalves às 16:57 em 18/11/2009

O diretor publicitário João Daniel Tikhomiroff, arriscou sua primeira empreitada como diretor de um longa-metragem no filme Besouro, que conta a história do lendário capoeirista baiano, de mesmo nome, trilhando caminhos entre o real e o imaginário.

João Daniel é o diretor brasileiro mais premiado no festival de publicidade de Cannes e presidente do Grupo "Etc...", uma empresa que integra produtoras como Mixer, Coffee Produções, CB Filmes e Pan Filmes, além de ser filho de Daniel Michael Tikhomiroff, diretor da Universal Pictures no Brasil.



O que tu achas do filme “Salve Geral” ter sido escolhido para representar o Brasil no Oscar 2010, sendo que ele é mais um filme que demonstra pobreza e violência, como os outros já escolhidos?
É uma situação delicada comentar, por não ter sido o Besouro o escolhido, mas eu desejo muita boa sorte para o “Salve Geral”, que dê super certo, para o Brasil é bom e é importante. Eu não vi o filme, então eu estaria sendo injusto ao fazer qualquer comentário, seja positivo ou negativo. Fui até convidado para a pré-estreia, mas eu estava envolvido com o Besouro.


E quanto a escolha dos filmes...
Eu acho que a escolha pela comissão, cinco ou seis pessoas, é muito difícil, muito subjetivo, muito delicado, quero dizer que não tem méritos nem deméritos de nenhum filme, daqueles que estavam ali entre os dez. Tenho certeza que o Salve Geral tem seus méritos e vamos torcer que dê certo. Enquanto isso, vamos seguir o caminho do Besouro para outros festivais e quem sabe trilhar o mesmo caminho de Cidade de Deus, que não foi escolhido pela comissão brasileira e acabou sendo indicado pela própria comissão do Oscar. O importante é que ele seja visto lá fora, que a gente atinja a repercussão internacional que esperamos.


Não te incomoda dirigir um filme diferente do padrão brasileiro, sendo que a visão do Brasil levada para o exterior mostra sempre mais pobreza e violência, realçando problemas sociais brasileiros?
Foi o que mais me atraiu na verdade, poder assumir um projeto mais original, mais inovador, um caminho talvez nunca trilhado pelo país. Eu sempre fui movido a desafios dentro da minha vida profissional e como diretor de cinema. No momento que eu tive essa opção de fazer meu primeiro longa, com um trabalho que tivesse uma possibilidade de originalidade tão incrível e tão intensa, eu fiz.


E sobre o público internacional...
Eu nem estou tão preocupado com o que o “lá fora” vai ver, eu quero muito saber o que o brasileiro vai ver, eu acho que o brasileiro não se vê muito no cinema, não dá esse valor à sua própria cultura, a sua própria forma de ser e a sua história, né? Esse é um filme que resgata a história, né? É baseado em fatos reais e lendas, ele tem uma mistura de fantasia e realidade e esse foi o caminho que me encantou, trilhar entre esses dois mundos, sabe?


Aproveitando que tu comentaste sobre trilhar o caminho do imaginário e do real, como foi a produção do filme?
Foi muito difícil, mas, ao mesmo tempo, foi estimulante. Esse foi um trabalho que eu maturei muitos anos, foram quatro anos e meio mais ou menos. Conversei com vários colaboradores, na fase do roteiro, depois conversei com a equipe que trabalhou no filme, como o diretor de arte, montador, diretor de fotografia, figurinista, todos eles. Tive o privilégio de trabalhar, certamente, com os melhores profissionais do cinema brasileiro. Eles se encantaram com a idéia e isso eu escutei de cada membro da equipe. Isso foi muito estimulante, como o filme tem essa história de fantasia e realidade se mesclando, eu tive que achar uma linguagem cinematográfica que pudesse contar essa história também da maneira mais original possível, mas que, ao mesmo tempo, eu pegasse na mão do espectador e fosse levando ele na minha história e ele fosse sofrendo e vibrando, rindo e chorando com os meus personagens. Essa com certeza foi a parte mais difícil, mas eu estou muito feliz com o resultado. Eu queria era contar essa história, mas eu queria contar do meu jeito de ver a história. Por acaso, ficou mais original e é um filme que pode surpreender muita gente.


Como foi trabalhar com o diretor de fotografia, Enrique Chediak, que é um dos dez melhores da America Latina, e com o Dee Dee, que trabalhou com Matrix, Kill Bil e O Tigre e o Dragão. Eles deram a opinião deles na produção ou só seguiram o que tu pediste?
Ah, acho que todos eles colaboram. Essa colaboração em cinema é essencial, mas evidente que em cinema o filme é do diretor, então desde o início por exemplo, o Dee Dee, eu estive na Tailândia pra fazer uma reunião oito meses antes de começar a filmar, para apresentar a história pra ele, mostrar o storyboard que eu tinha desenhado das cenas de ação pra ele entender como eu imaginava essas cenas e ao mesmo tempo pedindo a ele uma contribuição do olhar dele, com todo o talento e experiência que ele tem, pra essas cenas ficarem espetaculares.


E como ele entendeu a tua idéia?
Eu entreguei pra ele muitos DVDs de capoeira, para que ele entrasse no mundo da capoeira, porque eu queria que todos os golpes, todas as ações fossem de capoeira, não queria outras coisas que não fosse a ver com o mundo da capoeira, inclusive todos os protagonistas eram capoeiristas.


Essas cenas foram feitas de que forma?
Tem partes do filme que eu não tenho corte, é plano seqüência, a câmera meio protagonista também, coisas que só seria possível se os atores fossem capoeiristas. Algumas tem recursos cinematográficos, como uso de cabos, para as cenas ficarem mais espetaculares ainda. Isso tudo que deu essa forma de realismo e, ao mesmo tempo, alguns momentos de absurda fantasia.


Tu foste o diretor e o roteirista do filme também?
Eu fui o diretor, o produtor e, ao mesmo tempo, no roteiro eu tive minha participação, apesar de que a maior parte é da Patricia Andrade, que roteirizou “Dois Filhos de Francisco” e “Salve Geral”.


E tu, como parte do roteiro, fez muita mudança do original para o filme?
Sempre tem, até na própria filmagem, me lembro de ele estar todo reescrito e desenhado. Eu ficava rabiscando o roteiro, na véspera, à noite. Eu dormi muito pouco durante a filmagem, meu grau de excitação era tal, que ficou difícil de conseguir dormir. Eu ia pro quarto e ficava lendo as cenas que eu ia rodar no dia seguinte, aí pela própria locação, pelos próprios atores e personagens, que me contavam um pouco do que queriam, eu sentia a necessidade de que eu tinha que mudar algumas coisas. Eu ficava reescrevendo um monte de vez, algumas coisas que eu ia rodar no dia seguinte e era o desespero da minha assistente de direção, porque ela já começava aprender que eu estava trabalhando desse jeito e ela falava “João, quando você acabar de escrever me entrega a qualquer hora por debaixo da porta do quarto”, daí ela acordava de madrugada e imprimia os novos roteiros pra equipe entender as mudanças que eu tinha feito. Isso é a dinâmica do filme, tu vais entrando no processo e não pode ficar preso naquele roteiro que está na tua mão, aquele é um guia.


O Marcos Carvalho define o Besouro como parte Antonio Conselheiro, parte Zumbi dos Palmares e parte Lampião. Como tu defines o teu Besouro?
Puxa, o meu Besouro é um menino, um herói, um menino que não entendia muito bem para que ele veio, né? Ele tem uma personalidade tão forte, que é difícil até eu conseguir imaginar e juntar duas coisas. Ele tinha um lado irreverente, bandido, no bom sentido, líder e até vaidoso, como o Lampião, de ter sua liderança e inclusive a vaidade do Lampião, e ele tinha um lado de uma ingenuidade, tinha um “Q” de Tiradentes, de buscar algo, de ter um ideal. O Besouro tem essa mistura de uns personagens que a gente conhece da nossa história, mas ele tem uma história própria, sabe? O meu Besouro pelo menos tem uma historia muito própria e o que me encantou nele foi exatamente a falta de registros verdadeiros da historia.


O livro foi escrito da necessidade do Marco Carvalho em registrar a história que era essencialmente passada pela oralidade, quando tu fizeste a história tu pensaste em registrar com tua visão ou de alguma outra forma?
Foi com a minha visão mesmo, eu queria começar o filme com um dado histórico, que eu acho importante. O filme começa te localizando, “estamos em 1920, nessa época acontecia isso e tinha isso e isso” e então tu começas a se encantar com a história, se encantar com os personagens, com o Besouro com o Quero-Quero, com a Dinorá, com o Mestre. Minha idéia era quebrar um pouco os paradigmas e os dogmas do cinema, meu mestre é alto, é imponente, é forte, a maioria dos mestres é baixinho e gordinho, desde Star Wars, como o Yoda, até o Karatê Kid. Meu coronel, por exemplo, é jovem, é frágil, é maquiavélico ao extremo, é calmo, introvertido, fala mansa, já o braço direito do coronel, o Noca de Antonia, é totalmente ao contrário, praticamente um psicopata. As pessoas que eu mostrei alguns cortes do filme me disseram que nunca tinham visto um coronel como o meu, no cinema brasileiro.


Tu és o diretor mais premiado da história da publicidade brasileira, qual a importância disso para tua carreira como diretor de um longa-metragem?
A experiência que eu adquiri no meio publicitário foi muito importante, porque cada comercial tem que contar uma história, em um minuto mais ou menos, e é quase como se eu fizesse uma cena de um filme. Isso me deu uma vivência muito grande, uma experiência muito grande, porque eu aprendi a lidar com atores, histórias, e eu tinha que contar a história da melhor maneira e da maneira mais original possível também. Isso, pra mim, foi uma belíssima escola, foi daí que eu tive a coragem de assumir o meu primeiro longa, um filme com uma produção enorme, de verba muito elevada para o Brasil, com a responsabilidade de contar uma história original de uma forma completamente inédita e maluca e, ao mesmo tempo, que possa encantar o público. Então, acho que eu só conseguiria ter feito esse filme se eu tivesse tido toda essa experiência que eu adquiri durante todos esses anos.


O que tu acha da pouca importância que o brasileiro dá para o cinema nacional?
Eu acho que essa é uma questão, primeiro, de mídia, né? Que, infelizmente, durante muitos anos, de certa forma, ficou restrita a um segmento, a um target muito definido pra falar de cinema. E a mídia televisiva acabava indo só para as novelas, que o povo se encanta, é curioso ver que o público gosta tanto da dramaturgia das novelas e pouco se interessa pelo cinema brasileiro.


E quem você culparia por isso?
A culpa é dos dois lados, o cinema nacional puxou mais para um lado intelectualizado, se distanciou do público e hoje os filmes vêm mudando, pode ver que a geração mais nova dos 15 anos de idade, por exemplo, não tem nenhum preconceito com o cinema brasileiro. A nova geração tem outro olhar e isso foi causado por uma nova postura dos cineastas de fazer filmes com histórias que tem mais acesso ao grande público, sem deixar de serem filmes autorais, que também tem uma discussão importante da gente comentar por que existe uma confusão de o que é filme autoral e o que é filme popular.


E como você define isso?
Usando um pouco as palavras que Walter Salles, que eu respeito muito, ele disse em uma entrevista, há poucas semanas atrás, uma frase que resume muito bem isso “o cinema de autor é uma grande bobagem, porque afinal o ser autoral não quer dizer que não seja popular, um exemplo disso é o Charles Chaplin”, essa coisa de cinema autoral não ser popular é uma grande bobagem na opinião dele que em parte eu compartilho.


Por que tu achas isso?
Eu acho que não tem que existir essa barreira, esse preconceito, mais pro lado da inteligência, vamos chamar assim, “ah, o cinema autoral tem que ter recursos, poucos cuidados técnicos e é a alma do cinema, feito de uma forma primitiva e assim tem que ser”, pode ser também, não tenho nenhum preconceito, eu mesmo lá no começo da carreira fiz isso, mas isso não impede de tu chegar e fazer um filme como o Stanley Kubrick fez em “2001: Uma Odisséia no Espaço”, que é um filme autoral, extraordinário e que talvez seja o maior filme da história do cinema, um filme de uma produção incrível, absurda e de um grande sucesso popular.


Depois do Besouro, a gente pode esperar mais filmes de longas metragens teus?
Claro, eu já to trabalhando no próximo. Por acaso, o próximo filme é de um personagem gaúcho e é filmado no Sul do Brasil. Ainda não decidi aonde vai ser filmado, mas será, provavelmente, no litoral entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina...


E tu podes dar uma palhinha pra gente?
Eu não posso entrar em maiores detalhes ainda, mas vai ser baseado em um livro também e vai ser uma comédia satírica, não vai ser aquela coisa escrachada. Ela tem uma narrativa que vai ser bastante original, um personagem muito contraditório e extremamente contemporâneo. Se passa nos dias de hoje e, de certa forma, é um pouco da ironia de um personagem muito fascinado pela ecologia e que acaba ambicionado em um projeto louco imobiliário.
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17/11/2009

Os 50 melhores álbuns da décadaPor Uriel Gonçalves às 10:16 em 17/11/2009

A New Musical Express divulgou há pouquíssimo tempo a lista dos 50 melhores álbuns da década, sendo que a década nem acabou ainda, mas como adoram uma polêmica, vou colocar aqui a lista dos dez melhores, segundo músicos, gravadoras, produtoras e jornalistas especializados.

1. Is This It - The Strokes
2. Up The Bracket - The Libertines
3. Xtrmntr - Primal Scream
4. Whatever People Say I Am, That's What I'm Not - Arctic Monkeys
5. Fever To Tell - Yeah Yeah Yeahs
6. Stories From the City, Stories From the Sea - PJ Harvey
7. Funeral - Arcade Fire
8. Turn On The Bright Lights - Interpol
9. Original Pirate Material - The Streets
10. In Rainbows - Radiohead

Como vocês podem ver a onda indie atingiu também as enquetes. The Strokes, The Libertines, Interpol, Arctic Monkeys, Yeah Yeah Yeahs e The Strees, não sei qual é o método utilizado para essa votação, mas entre os 50 melhores tem muito disco que ficaria na frente de Primal Scream, por exemplo.

18. Elephant - The White Stripes
19. White Blood Cells - The White Stripes
20. Think Tank - Blur
27. Back To Black - Amy Winehouse
44. Loveboxxx/The Love Below - Outkast

Esses são só alguns outros discos que se encontram na lista completa. Eaí, qual álbum que vocês colocariam nessa lista?
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15/11/2009

All ApologiesPor Uriel Gonçalves às 21:51 em 15/11/2009

Não sigam o título, pois não vou falar da música All Apologies do Nirvana, venho aqui para um humilde pedido de desculpas, mais uma vez fico sem tempo para gravar o podcast.

Desta vez o problema não foi algum feriado, são os trabalhos da aula. Eu ando tão ocupado com o final do quarto semestre que to sem tempo pra respirar, mas admito que hoje arranjei um tempo bom de respiro e não terminei meu trabalho.

Hoje foi dia de College Rock Terceira Edição, eu recebi convite para comparecer na festa/show. O som na festa ficou por conta da banda Double Face, Aflite e Lipstick, mas ainda tiveram as discotecagens do Potter, da Atlântida, e da galera das bandas Doyoulike? e Tópaz.

A atração principal da festa eram as gurias do Lipstick que já passaram pelo DeGaragem, eu ainda tive a chance de entrevistar as meninas, logo que elas chegaram em Porto Alegre.

Ainda teve a apresentação do videoclipe oficial da música Bom Dia, da Doyoulike?, todo feito em personagens palitinhos, muito legal o clipe.



Bom, agora vou voltar ao meu trabalho, porque amanhã eu tenho que entregar ele e ainda tenho prova, então logo que toda essa função passar, eu prometo cuidar mais daqui e atualizar com mais frequência. Podem cobrar. Enquanto isso eu to no QUEB, atualizando semanalmente a Amplificando, minha coluna sobre música.

Um abraço a todos que acompanham e minhas sinceras desculpas.
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Yael Naim e o que ela me ensinouPor Uriel Gonçalves às 21:44 em

Por Paula Febbe

Acompanhei a vinda da cantora Yael Naim ao Brasil e decidi dividir minha experiência com vocês.

Como assessora de imprensa do Bourbon Street, minha primeira responsabilidade em relação aos shows que ela faria no Brasil foi, claro, escrever o release.

Óbvio que exaltei o fato da música mais conhecida da artista, “New Soul”, ter servido de trilha sonora para o comercial do MacBook Air. Então, conseguimos entrevistas, divulgação e foi tudo lindo.

Quando Yael chegou, tive a responsabilidade de levá-la às entrevistas que deu, e então presenciei todos os shows que fez (inclusive o primeiro, improvisado e acústico, durante o apagão) e foi aí que minha casa caiu.

Yael é exatamente tudo o que uma verdadeira musicista deve ser. É uma pessoa que depois de alguns tropeços em vida, criou uma consciência real de quem é, do que quer fazer e do que é capaz. Por isso a calma, por isso a verdade.

No palco do Sesc Pinheiros, disse ter sido pretensiosa alguns anos atrás (o que ironicamente e instantaneamente a transformou em alguém totalmente sem pretensão). Contou a história de como achava que sua alma era antiga, mas depois que a vida real a alcançou, começou a acreditar que talvez esta fosse sua primeira vez na Terra. Assim foi criada sua música mais conhecida, “New Soul”.

Yael é engraçada.

Se não tivesse um enorme talento pra música, acho que seria comediante ou atriz. Mas as músicas dela são de uma beleza incontestável e de uma honestidade que eu não via há muito tempo.

A vinda de Yael ao Brasil afirmou pra mim que ainda há delicadeza, doçura, poesia e realidade na música. Ela e o namorado, David Donatien - também percussionista da banda - passaram dois anos e meio trancados na casa de Yael, gravando o disco. Quando perguntamos o que ela mais gosta nessa vida, a resposta é simples: a música.

Pois é. Para ela, o propósito ainda se faz presente. E como isso é raro hoje em dia!

Assim que o último show em São Paulo terminou, lembro de estar na cochia e ver a banda toda sair abraçada aos pulinhos em direção ao camarim.

Uma das cenas mais lindas que já vi na vida...

Ela é o contrário de “cantora do MacBook Air”. Ela é uma artista!

Pode deixar que da próxima vez, mudo o release, gente. Não vai ter nem sombra de Steve Jobs pra contar história.

O MacBook Air pode até ter um milhão de gigas, mas definitivamente não é o suficiente para suportar a grandeza de Yael Naim.

P.S.: OK? E o que Yael Naim faz em uma coluna sobre rock? Ah gente! Ela começou a tocar por causa dos Beatles!!

Ta bom, né?

;)

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08/11/2009

Cafona e malditoPor Uriel Gonçalves às 22:27 em 08/11/2009


Por Paula Febbe

Fui ao festival Maquinária que aconteceu ontem em São Paulo.

Na platéia, meninos de cabelos compridos, bermudas, preto e muitas tatuagens à mostra não deixavam negar que aquele era um evento de rock. Pela grande quantidade de camisetas com o nome da banda, era obvio também que a esmagadora maioria tinha ido ver a última atração da noite: Faith no More.

Se você olhar algum vídeo dos caras no começo da carreira, vai trombar com um lead singer de bermudas, tênis, camisetas coloridas e cabelos compridos. Já se assistir ao videoclipe de easy, vai encontrar o mesmo tipo de figurino, só que desta vez, Mike estará com os cabelos curtos.



Hoje em dia, praticamente vinte anos depois do inicio de sua carreira, Mike Patton sobe ao palco com uma bengala (e com um enorme guarda chuva no caso do show em São Paulo), terno vermelho (com uma flor na lapela), cinto branco e óculos escuros. O cabelo é cuidadosamente puxado para trás com um gel que não deixa o couro cabelo respirar por nenhum segundo. Praticamente um estereótipo de “amante latino” ou um mafioso italiano de muito mau gosto.

A banda começou o show com Reunited. Quem chegasse desavisado era bem capaz de achar que entrava em uma festa de formatura brega no final dos anos 70.

Acontece que todo este inicio de show era uma grande encenação. E o mais curioso: O publico sabia disso! Todos (OK! Quase todos) que estavam lá entendiam a ironia da banda e talvez tenham isso como um dos grandes motivos por ter desembolsado até quatrocentos e cinquenta reais no ingresso. O Faith no More é praticamente sinônimo de pegar musicas cafonas e transformá-las em algo muito interessante.

Quando chegou a hora de Epic, a verdadeira personalidade da banda já tinha aparecido há muito tempo e o sarcasmo havia ficado ainda mais exposto.

Com todo aquele cenário, minha maior contestação foi: O que faz com que alguns artistas sejam compreendidos e outros não? Mike Patton nunca chegou a publico ou fez uma coletiva de imprensa para explicar que suas roupas cafonas eram apenas uma ironia.


Mas enquanto Mike Pattons são compreendidos sem precisar abrir a boca, outros artistas reclamam cada vez mais do quanto são mal interpretados. Tudo o que dizem parece ser infinitamente distorcido por jornalistas e afins, sem dó nem piedade.

Talvez o histórico de Patton contribua para o entendimento do público. Inclusive, os trejeitos continuam os mesmos. Se você conseguir prestar bastante atenção, verá o mesmo menino de vinte e poucos anos preso no corpo daquele homem na casa dos quarenta. A diferença é que com vinte e poucos anos você pode não ser levado muito a serio, mas o tempo se encarrega de separar os músicos que tinham o rock apenas como uma fase dos que são realmente talentosos e levam a música para toda a vida. Tenha certeza de que Patton está na melhor categoria.

Pouquíssimas pessoas sabem da vida íntima do vocalista do Faith no More, mas muitos conhecem seus inúmeros projetos musicais.
O show foi ótimo e em nenhum momento deixou nada a desejar. Profissionalismo é a palavra chave!

A verdade é que expondo apenas o trabalho, tudo o que o artista faz é compreendido como arte, já que não o conhecemos fora dela. Se um artista busca seriedade, mesmo que na ironia, é bem provável que tenha que se resguardar para ser compreendido.

Parece que cada vez menos representantes do mainstream entendem isso, mas ser artista e ser celebridade exigem duas posturas completamente diferentes.

“You want it all but you can´t have it”. E o Faith no More já sabia disso há tanto tempo!

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Podcast #26Por Uriel Gonçalves às 21:26 em

Finalmente o podcast #26, até parece que o DeGaragem tá entrando uma vez a cada duas semanas né? Mas não é bem assim, é por causa do feriado, afinal eu também tenho feriado e também sou humano. Por isso que a última semana não foi gravado nada, mas em compensação, preparei um podcast nota DEZ, pra vocês.

Neste podcast vocês vão ouvir as bandas Montanha Russa, Lhyz, RKM 16 e Rocknova, com duas bandas mineirinhas, uma banda carioca e uma paulista pra completar o podcast da semana, além da volta das notícias quentinhas, pra galera ouvir e se informar com tudo que rola no mundo da música.

A banda carioca Montanha Russa abre o podcast e apresenta a música Blackjack, que mostra uma letra que sugere salvar o país ficando milionário no jogo e retrata a boa vida da geração que não pegou a ditadura, que é do tempo do ar-condicionado, da internet e não se culpa por isso.

Logo depois vocês curtem a música da banda mineira Lhyz, mostrando uma espécie de rock powerpop, misturando todas as influências dos componentes da banda, que vem desde hardcore e pop rock até baladinhas românticas. A música apresentada é Fim do Sonho.

Ainda tem a banda paulista RKM 16, com a música Exorbitar, mostrando bem seu estilo de hardocre misturado com hip hop, e da pra ver bem o nível do podcast da semana né? Com várias inovações e misturas. O nome da banda é em homenagem ao ponto de partida deles, o Raposo KM 16.

Pra fechar o podcast da semana, mais uma banda mineirinha, dessa vez a Rocknova, com a música Nova. A banda toca uma espécie de rock indie powerpop, e com essa mistura toda faz com que ela seja uma das grandes surpresas boas do cenário musical atual.
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